sábado, 22 de março de 2014

O tempo de acordar

Precisamos acordar!
Deixar de sonhar.
Despertar para viver a realidade.
A realidade é mais brilhante e interessante que o mundo de sonhos e fantasias.
A realidade apetece muito melhor os sentidos que os falsos sabores da fantasia e a esperança.
Quem vive de esperança não sabe o que fazer.
Quem vive de ideais e fanatismos também não se achou.
Contudo e porém, cada um deve despertar a si mesmo e no seu próprio tempo.
Cada pessoa tem seu ritmo próprio e seu tempo certo para acordar.
Como quem dorme muitas horas e finalmente desperta no meio da manhã.
É necessário respeitar o momento sonâmbulo da vida das pessoas e engenhosamente deixar o caminho pronto para quando acordar.
Como as mães fazem quando precisam sair para trabalhar e deixa o café da manhã pronto para o filho preguiçoso que não consegue acordar cedo.
Como as mães e os pais agem, motivados pelo sentimento de fraternidade e respeito.
Fraternidade e respeito como nuances de amor. Amor de família.
Se observarmos os membros de sociedade como uma grande família, com muitos e muitos membros, alguns com grande dificuldade de se ajustar e se harmonizar, então pode fluir em algum grau o sentir da fraternidade.
Mas respeito é um bom começo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O problema do mundo - Mea culpa


O problema da sociedade sou eu.
A política e todos os seus métodos sociológicos
não funcionam por causa de mim mesmo.
Eu venho estragando a família e a sociedade desde sempre.
Nunca perdi uma única oportunidade de sabotar tudo e todos.

Marx não tem culpa.
Che Carniceiro Guevara não tem culpa.
Adolf Furioso Hitler não tem culpa.
Maovado Tse Tung não tem culpa.
FHC, THC, Polvos, Lulas e outros monstros marinhos também não tem culpa.
Nem Fidel Gagá Castro e seu filho venezuelano ou qualquer outro latino-americano.
Se pudesse também encheria a cueca de dinheiro.
Se conseguisse também me tornaria mensaleiro.

A culpa é minha.
Minha falha moral.
Minha frouxidão espiritual.
Minha mazela carnal.
A ganância, a vaidade e o meu egoísmo.
A inveja, o medo e o preconceito.
Minha preguiça temperada com minha insegurança.
Serão para minha família e a humanidade do futuro minha triste herança.
Nenhum sistema irá prosperar
Nenhum reinado conseguirá se consolidar
Na terra, no céu ou no mar
Enquanto esse decadência em mim continuar.

Eis meu instantâneo psicológico desmascarado
para que fique neste dia registrado.

Enquanto a percepção de ego existir não poderei realmente evoluir.
Enquanto o Budhata não acordar, não poderei definitivamente me libertar

Eu tenho a chave e a fechadura. 
A sabedoria do Templo e dos bosques.
O conhecimento dos animais, das ervas e da vegetação.
Todos os cursos foram feitos.
Todos os segredos revelados.

Mas para quê uma chave que não se quer girar?
Um Templo onde não se quer orar?
Um campo que não se quer arar?
Um bosque onde não se quer meditar?
Uma vida que não se quer experimentar?

Obrigado aos filósofos de todos os tempos.
Agora depende de mim.

DQB.





domingo, 15 de dezembro de 2013

Morrer é...

O que é a morte?

O desfuncionamento vital.
A defunção.
"É o ovo e o fim do ovo", segundo a Lispector.
Não sei, segundo a Maria Eloah.
Encontrar o Jean Valjean, segundo a Cibele.
Voltar para casa.
Voltar à origem.
Voltar a ser solteiro.
Atingir a outra margem.
A liberdade.
Atravessar o vazio até a plenitude.
Não comer mais.
Não ter que trabalhar mais no dia seguinte.
Não se preocupar mais.
Não ouvir mais piadas infames.
Não ouvir mais besteiras.
Interromper a jornada.
Descontinuar o aprendizado.
Redistribuir o corpo para os microorganismos.
Uma desconstrução bioquímica.
É o preto e o branco no vazio.
Pausa e tomada de fôlego para um novo recomeço.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Amor é uma Dor



"Um poeminha pra você. inspiração vinda direta do salão (de beleza)."
Mayana Simões




Não é a mais bela do seu jardim
não é exótica como orquídeas
não é lírio com seus odores
não é rosa, rainha das flores

Mas as outras sempre vão
demasiado delicadas
ou belas demais para não serem podadas
vão enfeitar mesas da realeza
nauseando o ambiente de beleza.

Todas as outras, tão mais especiais,
mas pouco convictas
se vão com as formigas

Morrem intencionalmente
para nascer em outro jardim.
Enganam, fingem que sofrem.
Murcham e se contorcem.
Mas por dentro sorri!

Porém nem todas são assim,
fantasiadas de pétalas vermelhas.
Refiro-me às larvas de jardim.
Com voz hipnoticamente macia
recitam notas e poesia,
mas nenhuma de própria autoria.
Com olhares incandescentes
Sereias entorpecentes
Dissimuladas rosas cálidas
Perfumadas, mas ordinárias
Passionais e irracionais
Rainhas Mornas!!!

Se vão...
com choro nos olhos
riso no coração
Proserpinas essas são.

Mas ela fica
ela sempre fica
sem perfume
sem malícia
Ela fica!

Permanece
Enfrenta intempéries
com as raízes profundas
alimenta-se de prece.
Da terra absorve sabedoria
Por vezes grita, indigna-se.
Mas no fim ela fica!

Chora sozinha,
pois ao beija-flor pouco vale,
enquanto o tolo pássaro
desperdiça sua energia
com falsas rosas tíbias.

A terra secou, ninguém aguou
Mas ela ali ficou
e ela brotou
mesmo ferida pelas pragas
ela brotou
e mais forte se tornou!

Não é a mais bela
nem a mais perfumada
mas seu pólen é nutritivo
seu néctar puro e exclusivo.

Ela fica!!!
Não por não ter onde ir
mas por ter os motivos mais justos.
Porque não vive só de aparências
Vive mesmo é de Thelema.

Beija-flor amigo,
Se sou digna de um conselho
escute o que digo:
Mais vale uma simples flor sem odores
mas de verdadeiros valores
que uma bela rosa de plástico
de enganosos espinhos
a todos acessível
e com aroma artificial
de corante sintético
com doce olhar de ressaca patético.

sábado, 21 de setembro de 2013

Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã...
Pasárgada não conheceria.
Mais amor não desenvolveria.
Para os filhos a idolatria.
As filhas emocionaria.
À esposa magoaria.
Porque ir antes de mim ela queria.

Se eu morresse amanhã...
Dos amigos eu pediria
No velório uma última companhia.
Brindes como se estivéssemos na tequilaria
Sem receios de expressar alegria
Cientes de que na próxima estação os esperaria.

Se eu morresse amanhã...
Minha fortuna para trás deixaria
Mas minhas dívidas também compartilharia.
Entre tantos, o gerente do banco mais se ressentiria
Pois o meu sangue ele não mais teria.

Se eu morresse amanhã...
Uma carta hoje escreveria
De um momento de lucidez a fotografia.
Sem traumas ou saudades deste mundo eu partiria.
Como bom artista inacabada esta obra deixaria
Porque sei que se de mil anos dispusesse
A perfeição nunca alcançaria.

Se eu morresse amanhã...
Muitos companheiros de jornada reencontraria.
E muitos outros aqui deixaria.
E essa marcha da vida assim continuaria
Independente se nós morrêssemos de tristeza ou de alegria.

Daniel.