segunda-feira, 4 de junho de 2012

Meditar...

Meditar... mediar...
integrar... conectar...
concentrar... centralizar...
interligar... permear...
inundar... fluir...
flutuar... navegar...
alimentar... contemplar...
enaltecer... transcender...
diluir... esvair...
desaparecer... unir ao ser...
ao lar... retornar...
e quando ao físico regressar...
renovado és para amar...



Marcus Viana - Entre dois Mundos

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Tao da solidão - XX

Não ao estudo
e foi−se a inquietação
"sim" e "pois não"
quanto se distinguem?
bem e mal
como se distinguem?
o que os homens temem não se pode não temer?

estéril! esse nem sim nem não
A massa efusiva e mais efusiva como no gozo de um festim sacro como nos altos a sagrar a primavera

só eu ancorado!
nesse ainda sem auspícios...
como recém−nascido antes de se acriançar marionete!
sem para onde retornar

a massa tem o supérfluo
só eu sem quê nem para quê
eu... que coração de idiota
oh! confuso e mais confuso

a gente brilha que brilha
só eu ofuscado e aparvalhado

a gente vibra que vibra
só eu melancólico e mais melancólico
plácido! tal qual o mar ao vento!
como sem lugar

a massa tem com quê
só eu obstinado e tosco

mas só eu diferente dos outros dignificando a mãe nutriente

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Solidão...


solidão... escuridão...
sem torpor... sem frescor...
sem pudor... sem humor...
sem temor... sem amor...
sem café... sem leite até...
nada aqui fora... preciso entrar no agora...
estudei muito a religião... dissolveu-se a ilusão...
não falo mais em deus... nem no teu nem nos meus...
a imagem de jesus... em nada mais seduz...
o fogo da ira divina não dissolve nem margarina...
névoa do averno... não constante muito menos eterno...
moto da multidão... incêndio eufórico da paixão...
em nada ativa a atenção... nem produz identificação...
a virgem do íntimo que é Maria... permanece sendo a guia...
desde o fundo da água filosofal... impulsiona serena esta nau...
Ela engendra Ele... Ele se forma n'Ela...
Ele é Ela... e por fim Ele É Ele...
que se estende para o alto como escalera...
para além-céu iniciar nova brincadeira...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Sucesso - Will Smith


O Universo não nos guia.
O mundo, as pessoas, as situações não nos guiam.
Nós é que devemos comandar e obrigar o Universo a se tornar o que nós queremos.


Eu estudei os padrões do Universo.
Existe um grandioso poder em "fazer uma escolha".
Em vez de pensar que seremos afetados por todas as coisas que nos acontecem. 


Fazer uma escolha é uma decisão do que vai acontecer, o que vais ser e como vais fazer!
Basta decidir!
E a partir desse ponto o universo vai sair na sua frente.
Passa a ser como água. Movimenta-se e sai pelos lados.


O Universo tem um fluxo que vai indicar como realizar o que deseja.


Não se deve ter medo de morrer pela Verdade.
A Verdade é a única coisa que será constante.
E não pode ter medo do que te vai acontecer se estiver disposto a dizer a Verdade.
Porque o que te acontece se não disser a Verdade é pior do que se falasse.


Will Smith.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Parábola da vaquinha


Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.
- O senhor vê aquela vaca ? - disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo :
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem :
- Vá lá e empurre a vaquinha.
Indignado porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas.
Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.
Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo.
Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá
- Claro que sei. Você está olhando para ela.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse :
- Mas o que aconteceu ? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.